segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Quando eu era pequena, comecei a aprender muitas coisas sobre doenças. Comprei um pacotinho de pastéis caseiros, numa mercearia, e passei duas semanas com infecção alimentar. Aprendi que coisas vencidas e feitas em meio à sujeira fazem mal à saúde. Nessa época eu estudava num colégio em que as crianças podiam passar o dia todo lá e eu passava. Almoçávamos e lanchávamos todos juntinhos num refeitório infantil. Inventei de não querer comer porque "a cozinha não é limpa" e só aceitei comer de novo depois que minha mãe me levou até o balcão e pediu que as cozinheiras me deixassem entrar.

Depois eu descobri que existia uma doença que matava em poucas horas, o tétano. Me disseram que você se cortava com algo enferrujado ou com madeira contaminada e morria pouco depois. Os parquinhos das praças nunca foram os mesmos.  Eu examinava tudo.

Hoje, tenho medo de tomar qualquer coisa com leite fora de casa, porque já tive intolerância à lactose. Não sinto nada, mas tenho muito medo. Não uso mais aquela saia que usei no dia que passei muito mal no Parque Rio Branco. Ela tá lavada e daqui a pouco vai fazer um ano. Não usei mais aquela calcinha pra sair de casa, só por precaução. Vai que era o tecido... Fiz ENEM 4 vezes e usando a mesma blusa, porque deu tudo certo quando eu usava a tal camiseta cinza. Precaução pro errado e pro certo.

E a saga continua.


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