Eu acredito em um amor que seja sinônimo de liberdade. Não é amor aquilo que prende, abafa, corta asas.
Perfumada, deu um beijo de despedida "volta logo" e saiu. Gostava de andar a pé depois que a chuva passava porque o ar estava sempre mais fresco. Pensou no que faríam juntos para o jantar. Entrou no ônibus.
Durante o caminho, viu um par de olhos e se sentiu apaixonada. Admirou, curtiu o sonho, chegou seu ponto, desceu.
No trabalho, recebeu uma cliente. Linda voz, cabelo bem cuidado. Com sorrisos se apaixonou, guardou o cheiro, foi para uma reunião.
Do outro lado, com o cabelo penteado e a barba com uma leve camada de óleo, pensou em que filme assistiriam depois do jantar. Abriu a porta do banco para alguém que parecia estar perdido. Recebeu um sorriso, se apaixonou. Guardou no bolso e saiu.
Lembrou de almoçar só depois das duas e correu para comprar um sanduíche. Foi atendido por mãos rápidas e uma piscadela descobriu um ardor no coração. "Paixão", pensou.
Sete horas. De volta em casa, paixões passavam pelos dedos e se transformavam em carícias, olhares, abraços. Liberdade e amor (guardavam os escritos nas alianças).
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