Queria entender teu risco,
puxar teu fio,
desfazer teu nó.
Cobrir o contorno das tuas ideias,
encontrar tua falha,
fechar tuas abas
e enlaçar tuas dobras
para me fazer presente:
pronto, aqui estou.
Entregar o que sempre foi teu,
me fazer.
Buscar teu eu para mim,
te deter.
Trançar meu eu ao teu redor,
fechar teus olhos pro que te faz nó
e nos fazer existência, enfim.
Pôr minhas mãos no que eram as tuas e,
enquanto houver o tato da carne crua,
aceitar que só ficamos juntos para ter o fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário